sábado, janeiro 30, 2021

verdades sobre a sexualidade de cadeirante

 A sexualidade de cadeirantes ainda é, em muitos sentidos, um grande tabu. Muitos acreditam que pessoas com deficiência não podem ter uma vida normal, inclusive no âmbito sexual.

Isso se deve pela dificuldade de discutirmos os assuntos de sexualidade, afinal essa não é uma questão complexa. A realidade é que o usuário de cadeira de rodas precisa apenas compreender e aceitar suas limitações, explorando novas possibilidades sexuais.

Além disso, existe muita desinformação sobre essa questão. Por isso, neste post vamos esclarecer 6 mitos e verdades que envolvem a sexualidade de cadeirante. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas.

1. Pessoas com deficiência física são assexuadas

Mito. Existe a ideia de que pessoas com limitações físicas são assexuadas. Isso está diretamente ligado à crença de que esses indivíduos são dependentes, frágeis e, portanto, não conseguem ter uma vida sexual ativa.

É preciso desmistificar esse pensamento, já que a libido, o desejo e a sexualidade dos cadeirantes não são alterados. Por outro lado, é importante entender que o ato sexual para essas pessoas tem certas particularidades.

A sensibilidade dos órgãos sexuais, por exemplo, é modificada, tanto nos homens quanto nas mulheres. Dificuldade de ereção, ejaculação ou baixa lubrificação vaginal são características que podem estar presentes na rotina dos usuários de cadeiras de rodas.

De toda forma, o sexo e o prazer são perfeitamente possíveis — o que muda mesmo é a maneira de alcançar e sentir o orgasmo. A falta dessa sensação é outro mito que vamos explicar nos próximos tópicos.

2. Pessoas com deficiência física só podem se relacionar com outras que também tenham limitações

Mito. É comum acreditar que pessoas com deficiências físicas só possam se relacionar com quem também tenha alguma limitação, pois só assim haverá entendimento. Isso não é verdade.

É claro que o parceiro ou parceira deve ter um conhecimento básico sobre as limitações da outra pessoa para saber como lidar com elas. A troca de informações e uma boa comunicação são muito importantes, pois, além de evitarem constrangimentos e receios, garantem boas experiências para ambos.

A sexualidade de cadeirante exige cuidados redobrados, carinhos e preliminares. Despertar os prazeres sensoriais, como olfato, visão, tato, audição e paladar é o caminho para descobrir novas sensações.

3. Homens com deficiência física não conseguem ter ereção

Mito. A maioria dos homens com lesões medulares pode ter ereção. O desafio que muitos deles enfrentam é o tempo e a qualidade da ereção, que podem ser afetados. Dessa forma, é preciso esclarecer essa informação: homens com deficiências físicas podem ter ereção normalmente, assim como também podem ejacular e ter orgasmos.

Alguns fatores são determinantes para que isso ocorra ou não, são eles: o ponto da medula que foi lesionado — cervical, lombar, torácica, cauda equina ou cone medular — o tipo de deficiência motora e também se a lesão é completa ou incompleta.

Porém, o erro que a grande maioria das pessoas comete é achar que a ereção é o grande foco de uma relação sexual. Nosso corpo é repleto de memórias, que envolvem todos os nossos sentidos. Assim, durante as relações físicas, explorar outros meios, como imagens, cheiros, sabores e sons podem fazer toda a diferença.

4. A pessoa com deficiência pode ter uma vida sexual saudável

Verdade. Como explicamos nos tópicos anteriores, o sexo não está resumido ao ato da penetração. A sexualidade pode ser descoberta e explorada de diversas formas, garantindo uma vida sexual ativa e saudável.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados durante a relação sexual, como o uso de lubrificantes para as mulheres. Também é preciso esvaziar a bexiga antes do ato e buscar posições mais confortáveis e prazerosas.

A sexualidade de cadeirante não acaba após uma lesão ou doença, isso precisa ficar muito claro. O processo mental ainda é o mesmo. Assim, o desejo sexual permanece. O que acontece é que, em muitos casos, esse desejo é desestimulado e colocado em segundo plano.

Muitos acreditam que o foco deve ser a reabilitação física e não o lado sexual, o que acaba incentivando o preconceito que gira em torno desse tema. Dessa forma, tanto a pessoa com deficiência quanto o parceiro ou parceira precisam se adaptar à situação e descobrir novas formas de intimidade.

5. Pessoas com deficiências físicas são dependentes de seus parceiros

Mito. Outra ideia equivocada que muitos compartilham é que pessoas com deficiências físicas precisam de alguém para cuidar delas. Isso dificilmente ocorre, pois a grande maioria das pessoas que têm alguma deficiência física aprende a se adaptar e vive de maneira independente — muitas vivem sozinhas, sem precisar de cuidados de terceiros.

O relacionamento com uma pessoa com deficiência não é complicado como muitos estigmatizam. Muito pelo contrário! Poder contar com alguém é importante em qualquer relação, não importando suas condições físicas.

A parceria, a cumplicidade e o companheirismo devem sempre estar presentes. Por outro lado, a total dependência do outro está longe dessa realidade.

6. Pessoas com deficiências físicas podem ter filhos

Verdade. Em um mundo tão moderno, dizer que pessoas com deficiências físicas não podem ter filhos é algo muito ultrapassado. O que precisará ser feito, caso essa seja uma vontade do casal, é ter um acompanhamento médico regular.

Para casos em que acontece a ejaculação retrógrada, que é quando o sêmen acaba sendo eliminado na urina, a inseminação artificial pode ser uma boa opção. Para as mulheres, o acompanhamento de um bom médico é importante para cuidar e evitar problemas comuns da gestação e também por causa da condição física e mudanças no corpo.

O bebê se desenvolve normalmente. Todavia, é preciso ficar atento ao maior risco de trombose. Por isso, é muito importante o aconselhamento médico antes e durante a gestação, além de se informar sobre o parto e qual a melhor indicação para cada caso.

E ai, o que achou do nosso post? Gostou? Então, compartilhe-o nas suas redes sociais para que seus amigos também saibam os mitos e verdades sobre a sexualidade de cadeirante!

5 DICAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DO CADEIRANTE!!!

 

7 minutos para ler

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de indivíduos têm algum tipo de deficiência, o que representa 23,91% da população em todo o território nacional. Nesse contexto, é preciso garantir a autonomia e a segurança dos deficientes físicos em todos os espaços. Por falar no assunto, será que os direitos dessas pessoas são respeitados? Como é a vida do cadeirante, afinal?

Conquistar maior independência para realizar as tarefas do dia a dia é, ainda, um desafio para as pessoas com deficiência. Embora o país conte com uma legislação sobre o tema — que determina a obrigatoriedade de recursos para o conforto e a segurança dos deficientes —, muito ainda precisa ser feito, especialmente quando falamos em acessibilidade.

Neste artigo, vamos mostrar como é a vida do cadeirante, de que forma superar os desafios do cotidiano e dar 5 dicas para que as pessoas com deficiência vivam melhor. Confira!

Como é a vida do cadeirante e de que forma superar os desafios?

As pessoas com deficiência física enfrentam, em seu dia a dia, desafios que precisam ser vencidos. Entenda, nos tópicos abaixo, como é a vida do cadeirante nas cidades brasileiras e o que deve ser feito para melhorá-la!

Falta de acessibilidade

Uma das principais barreiras com as quais os cadeirantes se deparam é a falta de acessibilidade. Isso acontece tanto nos transportes públicos como em prédios públicos e privados de uso coletivo, como universidades, hotéis e restaurantes. Tal dificuldade fere o direito de ir e vir, pois impede que essas pessoas transitem pelas cidades e pelos espaços com segurança e autonomia.

legislação determina a eliminação dos obstáculos que impossibilitam a mobilidade. Logo, para superar o problema, é necessário cobrar ações efetivas do Estado. Em relação ao transporte, cabe aos governantes garantir a disponibilidade de ônibus com acessibilidade e assegurar que eles estejam operando plenamente. Além disso, os motoristas precisam ser treinados para saber como utilizar o equipamento.

Preconceito das empresas

Há, no setor privado, cerca de 700 mil vagas de emprego reservadas para pessoas com deficiência, mas somente 340 mil (49%), aproximadamente, estão ocupadas. Isso ocorre porque muitas empresas não têm estrutura adequada para o acesso dos deficientes físicos em seus espaços ou deixam de contratá-los por acreditar que eles terão dificuldade para chegar ao trabalho.

Quando elas empregam, o cadeirante precisa lidar com o preconceito no ambiente de trabalho. Em grande parte dos casos, a discriminação é observada na admissão, durante a vigência do contrato e na hora da dispensa. Portanto o deficiente físico deve enfrentá-la a todo momento e usar a legislação a seu favor.

Conforme a lei, empresas que têm entre 100 a 200 funcionários são obrigadas a preencher os seus quadros com, pelo menos, 2% de pessoas com deficiência. De 201 a 500 colaboradores, o percentual sobe para 3%; de 501 a mil para 4% e acima de mil para 5% do total. A realidade, no entanto, ainda não é essa.

Falta de políticas públicas na área da sáude

As políticas públicas para os deficientes físicos na área da saúde também deixam a desejar. Há falta de dados oficiais sobre o cadeirante e pessoas com outros tipos de deficiência, o que compromete a eficácia das ações. Afinal, quem são, onde estão e do que necessitam?

Em grande parte das situações, as pessoas com deficiência precisam de atenção básica, especializada e emergencial, porém não têm respaldo algum. A falta de mobilidade para chegar às unidades de saúde é outro grande desafio. Logo é preciso cobrar o poder público por ações mais efetivas.

Indiferença da sociedade

Em geral, as pessoas não se interessam muito em saber como é a vida do cadeirante. É preciso fazê-las entender que direitos não são regalias, portanto devem ser cumpridos. Afinal, todos nós devemos ter oportunidades iguais para irmos em busca dos nossos objetivos.

Nesse sentido, a indiferença social precisa dar lugar à mobilização da sociedade. Os educadores e os meios de comunicação têm o papel fundamental de estimular o debate e contribuir com avanços nessa área. Mas nós também podemos fazer a nossa parte, ocupando os espaços e mostrando o quanto somos capazes de fazer a diferença.


De que forma melhorar a qualidade de vida do cadeirante?

Agora que você sabe como é a vida do cadeirante, veja, a seguir, como essas pessoas podem viver melhor!

1. Prática de atividades físicas

A prática de exercícios traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental. Afinal, ela melhora a qualidade de vida, fortalece o corpo e faz o cérebro liberar endorfina, o que resulta em sensação de alegria e prazer.

Para as pessoas com deficiência, ela representa momentos de felicidade, realização pessoal, independência, otimismo, contato social e, principalmente, uma grande melhoria na autoestima.

Existem muitos esportes adaptados, que têm cumprido muito bem a sua função de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, como o basquete, o tênis de mesa, o remo adaptável e, até mesmo, o ciclismo. Sendo assim, basta que o cadeirante escolha o seu preferido e comece a praticá-lo o quanto antes.

2. Promoção da interação social

A interação social com amigos e familiares é muito importante para que a pessoa com deficiência se sinta parte da comunidade e tenha uma convivência direta com outras pessoas.

Praticar esportes coletivos, participar de grupos de acolhimento ou, simplesmente, criar o hábito de reunir entes queridos em casa são excelentes alternativas para fortalecer laços e promover uma maior socialização.

3. Escolha adequada da cadeira de rodas

Para garantir a qualidade de vida do cadeirante, também é preciso avaliar alguns fatores na hora de escolher a cadeira de rodas, como o modelo mais adequado (manual ou motorizado), a durabilidade, os ajustes e os acessórios recomendados. Afinal, ela deve ser adaptada ao estilo de vida do usuário para garantir conforto e segurança.

4. Adaptação da residência

Se você é uma pessoa com deficiência ou mora com alguém que usa cadeira de rodas, sabe que algumas adaptações dentro de casa são necessárias. Além de garantir a segurança e o conforto, esses ajustes permitem mais autonomia na locomoção e na realização das atividades cotidianas.

Portanto, é preciso investir em rampas, nivelamento de pisos, barras de apoio, camas eletrônicas e banheiros confortáveis. Quem tem piscina em casa pode instalar um elevador individual ao lado dela, já que as atividades na água também são uma ótima terapia para pessoas com deficiência.

5. Cuidados com a alimentação

Uma alimentação saudável é essencial para qualquer um. Logo, o cadeirante também merece total atenção quando o assunto é nutrição. Devido à maior propensão ao ganho de peso e ao desenvolvimento de doenças, é fundamental contar com o apoio de um nutricionista.

Dessa forma, além de manter o bom funcionamento do organismo, será muito mais fácil obter uma alimentação mais nutritiva, diminuindo os problemas de saúde e aumentando a qualidade de vida.

E então, descobriu como é a vida do cadeirante? Como você pôde notar, promover o bem-estar das pessoas com deficiência não é uma tarefa complicada — basta, para isso, adotar pequenas ações no dia a dia. Porém, para a verdadeira inserção dos deficientes na sociedade, faltam o cumprimento da lei e uma maior mobilização da sociedade para essa causa.

Este artigo trouxe informações úteis e relevantes para você? Se sim, não deixe de disseminá-lo para outras pessoas. Compartilhe-o, agora mesmo, em suas redes sociais!


sexta-feira, janeiro 29, 2021

Jesus Cristo

Jesus de Nazaré ou Jesus Cristo foi um profeta e líder religioso, figura central do Cristianismo, considerado mensageiro e filho de Deus.

Recebeu o título de "Cristo", em grego "ungido", por aqueles que O reconheciam como o enviado por Deus. Por isso seus seguidores são conhecidos como "cristãos". Para eles, Jesus é o filho único de Deus, o criador do universo.

A vida de Jesus foi retratada por Mateus, Marcos e Lucas e João e estes livros fazem parte do Novo Testamento, na Bíblia..

Jesus Cristo

Jesus Cristo foi filho carnal de Maria e criado por seu marido, o carpinteiro José, ambos judeus. Nasceu provavelmente em 6 a.C. num estábulo em Belém, na província romana da Judeia.

Sua chegada foi anunciada a Maria, que era virgem, pelo anjo Gabriel. Ele foi gerado pelo Espírito Santo sendo que Maria foi a escolhida para concebê-Lo.

Após seu nascimento foi visitado por três reis ou magos que seguiram a Estrela de Belém, para entregar-Lhe presentes como incenso, ouro e mirra. Os nomes dessas pessoas - Baltasar, Gaspar e Melchior - não aparecem na Bíblia e chegaram até os dias de hoje pela Tradição Oral.

Depois de Belém, Ele foi com seus pais para o Egito, pois quando Herodes ficou sabendo do nascimento do “rei dos judeus” mandou matar todas as crianças de até 2 anos de idade. Quando o perigo passou, a família pôde voltar para Nazaré, na Galileia. Ali, Jesus viveu grande parte de sua infância e juventude.

Já adulto foi batizado por seu primo João Batista no rio Jordão, que se situa atualmente entre Israel e a Jordânia. Depois disso, levou uma vida de peregrinação a fim de ensinar sua doutrina.

Nesse período, realizou diversos milagres e foi ganhando seguidores. Um dos milagres que merece atenção foi a "multiplicação dos pães e peixes" quando a partir de uns poucos alimentos, Ele consegue acabar com a fome daqueles que O acompanhavam.

Dentre os numerosos discípulos, alguns tinham mais proximidade e foram chamados de Apóstolos:

Ele chamou para si os seus discípulos, e deles escolheu doze, a quem ele chamou de apóstolos” (Lucas 6:13).

Os doze apóstolos também pregavam o evangelho e seriam fundamentais para a propagação da mensagem cristã após a morte de Jesus. São eles: Pedro, João, Tiago (filho de Zebedeu), Tiago (Filho de Alfeu), André, Mateus, Bartolomeu, Simão Zelote, Felipe, Tomé, Judas Tadeu e Judas Iscariotes.

Esse último foi quem entregou Jesus aos romanos, sendo considerado um traidor para os cristãos. Segundo o Evangelho de Mateus, Judas Iscariotes foi quem disse para as autoridades romanas o local em que Ele estava em troca de 30 moedas de prata.

Jesus Cristo

A Última Ceia”, de Leonardo Da Vinci (1490). O afresco representa a última refeição de Jesus e seus doze apóstolos antes de sua crucificação.

Crucificação e morte de Jesus

Após haver sido traído por Judas Iscaríeis, Jesus foi preso no Monte das Oliveiras e torturado por soldados em Jerusalém. Carregou a cruz até o local onde seria crucificado e morto pouco depois. Acredita-se que teria 33 anos nesta ocasião.

Ressurreição de Jesus

Depois de morto, Ele foi enterrado com uma grande pedra colocada em seu túmulo. Mais tarde, uma de suas discípulas, Maria Madalena, foi visitar o túmulo e encontrou o local aberto. Posteriormente, Jesus apareceu para seus apóstolos.

A "Páscoa" - passagem, em hebreu - representa uma das datas mais importantes no Cristianismo e faz referência à morte e à ressurreição de Cristo. Em outras palavras, a passagem da morte para a vida.

É comemorada entre os dias 22 de março (data do equinócio) e 25 de abril. Vale lembrar que a semana que antecede o domingo de Páscoa é chamada de “Semana Santa”.

Você sabia?

A data precisa do nascimento de Jesus não é referida na Bíblia. Assim, o 25 de dezembro foi escolhido pelos romanos depois da cristianização do Império Romano. Nesse dia, eles encerravam as comerações pelo solstício de inverno.

Frases e mensagens de Jesus

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (João 15:12,13)

Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.” (Provérbios 2:21,22)

quinta-feira, janeiro 28, 2021

Pensamento

                                              Não se apegue demais

Para ser feliz, às vezes é preciso exercitar o desapego e desistir de muitas coisas. Por isso, sempre que sentir necessidade, desapegue e desista! Desapegue daquilo que não deu certo no passado. Desapegue dos arrependimentos. Desapegue dos problemas, desapegue dos sofrimentos, da mágoa e do rancor. O que passou, passou, e por mais que você pense, não vai poder mudar nada.


Desista de se culpar. Desista de querer ter sempre razão. Desista de querer impressionar os outros. Desista da perfeição. Desista de achar que pode controlar tudo. Desista de achar que tudo tem uma razão. Há coisas que acontecem simplesmente porque precisam acontecer, por pura contingência.


Desistir de caminhos que não vão levar a lugar nenhum, é se apegar ao que realmente importa. Se apegue ao amor. Se apegue ao que você acredita ser a felicidade. Se apegue ao otimismo. Se apegue às soluções

                                Não se apegue aos erros da vida

Deus escreve certo por linhas tortas, mas também é verdade que muitas vezes somos nós que entortamos as linhas escritas por Deus. Todos nós erramos. Errar faz parte da tarefa e da sina do ser humano. Mas o maior erro que podemos cometer é não aprender nada com as nossas derrapadas ou com as nossas quedas.


Não vale a pena se apegar aos erros, remoer o passado. Nada do que foi feito pode ser mudado. O que podemos fazer é remediar. Sempre podemos tentar corrigir, mas as marcas, os borrões vão sempre ficar como cicatriz. E não precisamos nos envergonhar de nossas cicatrizes! Em alguns casos, até devemos nos orgulhar delas, pois fazem parte de nós e muitas vezes acabam por definir quem somos.


Lembre-se sempre que errar é humano. Não se apegue ao sofrimento causado pelos seus erros. Busque se reconciliar com você, se perdoar, refletir e aprender algo com a experiência para poder seguir em frente sem olhar para trás com pesar.


                           Não Se Culpe Eternamente Pelos Seus Erros

Durante as nossas vidas iremos nos deparar com muitas decisões e conflitos. Infelizmente, ou felizmente, isto é algo inerente à vida e não podemos considerar um absurdo, que algumas dessas escolhas sejam vistas como erradas ou tenham sido tomadas de forma equivocada.

Se arrepender de algo que foi dito ou de alguma alternativa mal escolhida, é extremamente normal e não deve ser mal visto. Mas este tipo de lamentação jamais pode ser tornar um hábito, não podemos nos utilizar das desculpas como algo corriqueiro ou que supostamente diminua os danos do deslize ocorrido.


O que aconteceu, já foi, não tem mais volta, mas por pior que tenha sido o erro, ninguém deve leva-lo para sempre em suas costas. O arrependimento sincero é realmente necessário, mas passar a vida inteira se culpando por algo do passado irá interferir negativamente nas escolhas futuras.


O medo pode instalar-se bloqueando a coragem de arriscar, que poderia ser muito benéfico em alguns momentos. Não permita que a covardia entre na sua vida, peça perdão aos que estiverem envolvidos, se esforce para mudar as atitudes que levaram ao erro, deixe a culpa no passado e continue seguindo em frente


Deus tem uma Resposta

 Você diz: isso é impossível

Deus diz: Tudo é possível (Lucas 18:27)

Você diz: "Eu já estou cansado
Deus diz: "Eu te darei o repouso Mateus 11:28-30)

Você diz: Ninguém me ama de verdade
Deus diz: Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)

Você diz: Não vejo saída
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)

Você diz: "Eu não posso fazer
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)

Você diz: Estou angustiado
Deus diz: Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)

Você diz: Não vale a pena
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)

Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdão" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades  (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: Não tenho fé,
Deus diz: 
Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei

A Vida me ensinou!!

 A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;


Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para lhes mostrar que sou diferente do que elas pensam;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;

Calar-me para ouvir; aprender com meus erros. Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.

A ser forte quando os que amo estão com problemas; ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho; ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar os que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos; perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;

Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor; a alegrar quem precisa; a pedir perdão; a sonhar acordado; a acordar para a realidade (sempre que fosse necessário); a aproveitar cada instante de felicidade; a chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;

Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las; a ver o encanto do pôr-do-sol;

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser; a abrir minhas janelas para o amor; a não temer o futuro;

Me ensinou a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenho que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.


quarta-feira, janeiro 27, 2021

Vida de cadeirante

 Muita gente imagina que a cadeira de rodas é sinônimo de dependência. Ao contrário: para o cadeirante, a cadeira de rodas é sinônimo de liberdade. Afinal, é esse equipamento que garante à pessoa com deficiência física um dos direitos mais importantes de qualquer ser humano: o direito de ir e vir.

Desde 2015, passei a trabalhar em Brasília com uma cadeira de rodas motorizada. Agora, diferente de ter minha cadeira empurrada por alguém, eu faço meu caminho. Essa autonomia, que para muita gente pareceu repentina, é fruto de um trabalho de longa data com o meu braço, por meio de eletroestimulação, fisioterapia e muitos exercícios simples, constantes e repetitivos, como, por exemplo, pendurar o braço em tecidos presos ao teto e às paredes de casa.

Resgatar esse movimento do meu braço, por mais sutil que ele pareça, envolveu uma série de fatores. Mas o principal, pois sem ele nada disso seria possível, foi o de acreditar no potencial do meu corpo. Eu nunca aceitei ter uma musculatura atrofiada por ser tetra.

A nossa cadeira de rodas guarda nossa história, nossas possibilidades de ir e vir, nossos esforços, inclusive financeiros, para ter acesso a este equipamento. Infelizmente, sabemos o quão difícil ainda é para uma pessoa com deficiência ter acesso a uma cadeira de rodas decente.

Em alguns estados brasileiros, as pessoas aguardam até cinco anos por uma cadeira de rodas. E quando conseguem ter acesso a uma, o equipamento – entregue sem a devida adaptação – já não serve mais para o corpo e a idade atual da pessoa. Não por acaso, essa população acaba contraindo infecção e escaras enquanto aguardam, muitas vezes acamada, por uma cadeira que se adapte ao seu corpo e necessidade.

O mais triste é que muitas dessas pessoas passam a vida toda sem acesso à educação, à saúde, ao trabalho e qualquer outro direito. Tudo isso porque não conseguem sair de casa. E, muitas vezes, quando conseguem as calçadas em péssimo estado não ajudam na circulação. Não por acaso, nas grandes periferias do Brasil, a qualidade de vida da pessoa com deficiência costuma despencar. Sem calçada para circular, oferta de transporte público de qualidade e acesso à reabilitação, a situação fica muito difícil.

Segundo dados do Banco Mundial, a pobreza e seus fatores são um dos causadores de grande parte das deficiências no mundo. Prova disso está nos países em desenvolvimento, onde 80% das pessoas com deficiência vivem em situação de vulnerabilidade social. Infelizmente, o Brasil se enquadra neste cenário, pois ostenta uma das piores políticas de distribuição de órteses e próteses do mundo.

Durante minha vida de tetra, eu tive o privilégio de ter algumas cadeiras que me possibilitaram trabalhar, ter uma vida ativa e ser saudável. Cada uma, a seu modelo, marcou uma fase diferente da minha vida. Em cada uma delas há o registro do avanço do meu corpo, da minha saúde e, principalmente, da minha luta para recuperar movimentos. Prova maior disso é não ter condicionado a minha felicidade ao fato de estar em uma cadeira de rodas. Dessa forma, sigo o meu caminho – sobre rodas e feliz.

terça-feira, janeiro 26, 2021

Uma dica!!

 Basta uma oportunidade mandar fazer ou propaganda do candidato sei lá uma oportunidade de serviço, sempre bom faço artesanato, pinto panos de prato faço bichinhos de papel no momento estou, parada mas uma oportunidade faz agente crescer. 

Sou uma pessoa inteligente que ama coisas novas depende de vc querer conhecer basta tão pouco de cada um fazer sua parte, arte de doar, fazer o outro feliz não tem preço favo, olha com carinho tenho certeza que vc encontrará uma forma de ajudar, hoje peço solução amanhã pode ser qualquer um pensam nisso obrigada.

Pessoas com deficiência em home office: como a empresa pode ajudar Pessoas com deficiência (PCDs) podem precisar de adaptações extras para trabalhar em casa. Veja dicas de como ajudar seus colaboradores!

 Muitas empresas adotaram políticas de home office devido à pandemia do coronavírus. Isso exige de equipes adaptabilidade e de pessoas um grande poder de autogestão para se manter produtivo no isolamento de casa.

Ferramentas de videocall, trocas de email e rotinas de trabalho conjunto online estão em alta. A Resultados Digitais, que já tem colaboradores em trabalho remoto há muitos anos, compartilhou seu guia de boas práticas.

Nesse boom de novas ferramentas e plataformas, rotinas e escritórios caseiros, é importante trazer algumas dicas de acessibilidade para empresas que possuem colaboradores com deficiência. Continue lendo para saber como ajudá-los!

→ Para informações de prevenção e saúde, acesse o site do Ministério da Saúde do Brasil e o da Organização Mundial da Saúde (em inglês).





Confira a acessibilidade das suas ferramentas

Nem toda plataforma de videoconferência tem boa usabilidade com leitores de tela. Além disso, nem todo software para acompanhamento de métricas é acessível ou compreensível para surdos.

Tenha mapeadas as deficiências que as pessoas da sua empresa possuem e verifique com elas se tudo está “ok”. Literalmente pergunte para as pessoas: “você está conseguindo trabalhar em home office?”

Caso não, busque alternativas para este período de Covid-19. Na RD, utilizamos o Zoom para calls online, uma plataforma acessível e de bom uso por leitores de tela.

Verifique a acessibilidade dos home offices

A casa das pessoas normalmente não é um escritório – e não faz sentido nenhum exigirmos que seja. Assim, uma pessoa com deficiência física pode não ter móveis adaptados para seu trabalho na sua própria residência – afinal, ela faz outras coisas em casa.

A sua empresa pode deslocar esses móveis adaptados para a casa do colaborador neste período ou mesmo ajudá-lo a adaptar seu próprio ambiente caseiro da melhor forma.

Pessoas com autismo, por exemplo, podem fazer bom uso do trabalho home office sem ter que lidar com as conturbações do deslocamento até o trabalho. No entanto, barulhos e distrações desse ambiente (obras, movimentação de vizinhos e na rua, etc) podem desconcentrá-las constantemente quando precisam trabalhar de forma constante. Então, é importante levar isso em conta quando pensarmos a sua produtividade.

Avalie flexibilizar as metas

Por todas essas questões (e muitas outras, como saúde mental) é fundamental entender que o principal neste momento é conter a epidemia e manter as pessoas saudáveis. Por isso, se as questões de acessibilidade para as pessoas com deficiência da sua empresa não estiverem na sua melhor forma, flexibilize.

Pessoas surdas podem precisar de ajustes nos seus trabalhos, por exemplo, devido à presença de barreiras para se comunicar de forma remota ou por ligações, tendo apenas o recurso de texto como meio de conversa.

Seja em relação a horários, metas, entregas ou o que for, negociar e ser coerente com a realidade do momento é o ponto mais importante para manter um bom ambiente e uma conduta inclusiva.

Posso ajudar?

Para além dessas dicas, vale a pena cuidar com o risco que as pessoas com deficiência correm. Muitos de nós necessitam de auxílio com ações do dia a dia – eu incluso. Ou seja, sempre temos alguém por perto.

Isso nos coloca sempre em risco de contaminação e, caso isso ocorra, colocamos também essas pessoas ao nosso redor em risco. Então, incentive as pessoas com deficiência a ficarem em home office, adapte ferramentas e ambientes e cumpra com seu dever e responsabilidade como empresa.

Se você tiver mais dúvidas de como auxiliar os colaboradores da sua empresa nesse período que estamos enfrentando, eu posso ajudar. Entre em contato comigo pelo LinkedIn ou deixe sua pergunta aqui nos comentários. Se você tem uma prática legal ou alguma experiência para compartilhar, conta para a gente também!

Estamos juntos nessa, então boa saúde a todos! :)


Deficiente trabalhando em casa. Como?

  Começo citando aquele ditado: “Se o deficiente não vai ao escritório, o escritório vai ao deficiente.”...


Profundo, não é?
Eu também acho lindo esse versinho. Não sei se está certo, mas sei que essa parte eu não esqueço de jeito nenhum.

Caro leitor, hoje vou falar sobre uma modalidade que tem conquistado os coraçõezinhos das pessoas com deficiência e que se mantém ativas no mercado de trabalho...

O que? Home Office, termo chique lá dos “states”. Essa modalidade corporativa significa o título dessa postagem, literalmente. Alguns mais “phinos” e que fazem acompanhamento com Coach, adoram chamar esse “escritório em casa” de SOHO (Small Office and Home Office), ou seja, um método de trabalho que tem ganhado espaço e muita discussão entre empregadores e trabalhadores independentes, também conhecidos como freelancers.

– “Túlio, você tá falando, falando e até agora não entendi nada!”
– Muita calma nessa hora e muita hora nessa calma, por gentileza. Vou explicar com uma linguagem mais prática... É o seguinte...

Com o avanço super, mega, power, blaster rápido  de novas tecnologias, as empresas tem dado uma certa atenção pra essa modalidade laboral. Com a descoberta do home office os empresários, gestores passaram a “testar” esse segmento nos cargos mais elevados dentro das corporações. Executivos, diretores, analistas tiveram a oportunidade de serem os pioneiros nesse teste. Como?

“Montando” um escritório num cantinho de casa. Basicamente um notebook, um telefone fixo, um celular e acesso a internet, intranet e aos “sistemas” usados na empresa. Obvio que tudo conforme o figurino. O profissional designado pela empresa a trabalhar em casa, geralmente segue alguns horários, participa de reuniões via videoconferência, precisa estar à disposição em determinado tempo do dia, tem meta a ser cumprida, horário de logar e deslogar do sistema.

Não é o sistema da “casa da mãe Joana”, o negócio tem regras. Aliás PRECISA de muita disciplina pra lidar com essa modalidade. Afinal há uma grande confusão quando se fala: trabalho em casa. As pessoas acreditam que o funcionário pode acordar a hora que quiser, sair pra resolver assuntos particulares sem se preocupar com o retorno pra rotina do escritório e mais algumas coisinhas que são mitos disseminados.

O “Mão na Roda” tem a missão de falar assuntos que diz respeito às pessoas com deficiência. Correto?

Pois bem... Eu já falei aqui a dificuldade e o “porre” que é encontrar deficientes qualificados e INTERESSADOS pela vida profissional. Eu sendo analista de recursos humanos e deficiente, morro de preguiça de ir a “caça” dessa espécie em extinção desde os primórdios dos tempos.

Vou falar como empresa. Quando encontramos o “cara” com algum defeito de fábrica (surdo, mudo, cego, paraplégico, autista etc), mas que seja qualificado e tenha disposição pra trabalhar sem exigências absurdas como “contratos de gaveta” pra não perder o BPC (Benefício de Prestação Continuada) oferecido pelo INSS a pessoas com deficiência etc. Quando esse “cara” mostra que tem garra e quer vencer qualquer desafio pra se estabilizar profissionalmente, sentimos que ganhamos na mega da virada.

Contudo algum tempo depois, esse profissional com deficiência que contratamos meses atrás, começa a encontrar dificuldades pra manter sua eficácia. As principais alegações são a dificuldade pra chegar até a empresa (os que dependem de transporte público), no período chuvoso e de frio, alegam aumento de dores (realmente isso acontece, ainda mais se for sequela de algum acidente) fazendo com que aumentem o número de visitas ao médico e entrega de atestados no RH, tem os que não conseguem superar os desafios emocionais, sociais ao lidarem com a vivência num ambiente competitivo, pois acabam misturando competitividade profissional com preconceito, exclusão social. Enfim, são inúmeras as alegações e dificuldades encontradas com o passar dos meses.

Ainda como empresa, afirmo que fazer demissão de pessoa com deficiência é o que qualquer gestor evita, pois é gigantesca a chance desse deficiente alegar mil e um motivos injustos lá na justiça do trabalho, e mover uma ação pedindo indenizações absurdas e descabidas. E o mais triste? É que eles quase sempre ganham.

Sim leitor, isso me envergonha muito. Por isso não participo das rodinhas dos “coitados” que existem por aí... Não sou muito querido pela classe, justamente por não concordar com esse tipo de conduta.

 “Onde entra o home office nisso tudo?”
– Agora que você compreendeu os motivos que dificultam a permanência de profissionais com deficiência atuantes nas empresas, fica mais fácil entender que a modalidade de home office tem sido a solução pra muitas empresas que não querem desligar os funcionários com defeito de fábrica e, consequentemente esse profissional também não terá tantos motivos de “injustiça” pra alegar a desistência da vaga. Como?

Uma vez que não há necessidade do profissional sair todos os dias de casa, o risco de perder o ônibus adaptado diminui drasticamente, a reclamação de ter que sair na chuva com cadeira de rodas e muita dor também vai diminuir. A alegação de “exclusão” por parte dos colegas não vai mais existir, afinal, seu escritório tá ali no conforto de seu lar. Tá com dor? Pode pegar o computador e trabalhar deitadinho e quentinho no sofá. Tá chovendo? Quem disse que precisa sair na chuva pra chegar ao escritório?

Lembra-se daquela propagando que passava no “Casseta e Planeta Urgente”? Organizações Tabajaras! (Se você não leu cantando, por favor, repita a leitura com o espírito do bom humor)

“Amiguinhos cadeirantes, cegos, anões, surdos, autistas, Downs, amputados SEUS PROBLEMAS ACABARAM! Sim, pois chegou ao Brasil e no gosto dos empregadores o HOME OFFICE! Você trabalha em casa, não tem que pegar ônibus, não precisa bancar o coitado pra faltar no serviço. Seus colegas te excluem da rotina? Não chore, amiguinho. Você trabalhará SOZINHO dentro do seu casulinho confortável. Tudo isso e muito mais é um oferecimento das organizações do “Mão na Roda”. (Achou que era Tabajaras, né?)”

Essa modalidade de escritório em casa, não exige grandes adaptações ergonômicas, pois a pessoa com deficiência trabalhará no ambiente onde ela geralmente tem tudo acessível, afinal ela vive ali. Às informações podem ser trocadas por e-mail, telefone, aplicativos de mensagem, não há necessidades de ir até a empresa todos os dias.

O home office é uma forma de trabalho que facilita muito a vida das pessoas com ou sem deficiência, esse sistema oferece as seguintes vantagens ao empregador: não precisam pagar inúmeros benefícios ao trabalhador, reduzem possíveis gastos com a adaptação dos escritórios, podem se adequar melhor a lei de cotas, economizam com o pessoal que em alguns casos assessoram a pessoa com deficiência no escritório como acompanhantes, ganham na produtividade dos funcionários e enfim têm lucros maiores. Deve-se ter em mente alguns cuidados, é claro.

Obviamente que não estou afirmando que as empresas tem obrigação de implementar essa modalidade em suas organizações, não mesmo. Mas que existem muitas vantagens, isso é fato. Entretanto não é qualquer profissional que está habilitado pra lidar com esse segmento corporativo. As vagas de home office exigem maior qualificação profissional e, grande porcentagem o ensino superior. Elas se limitam a áreas como pesquisa, design, redação de textos, tradução de textos, jornalismo, blogs, redes sociais, pessoa jurídica, comunicação, marketing, publicidade e call center.

Mais uma vez saliento que esse sistema exige MUITA disciplina, rotina, concentração, organização, segurança e acima de tudo sigilo, pois em casa a probabilidade de distração com problemas domésticos, televisão e a falta de horários pode acarretar em uma avalanche de demandas e até o vazamento de informações com parentes, visitas. Precisa existir o compromisso com os prazos, pois aquele ambiente do escritório, onde o clima de rotinas administrativas e ambiente de trabalho com roupas formais ou uniformes, o que nos incentivam mais para o serviço... não existe no escritório em casa. Contudo, por que não utilizar dos mesmos artifícios trabalhando em casa?

Empregado e empregador precisam estabelecer muita confiança e vigilância, pois as empresas não possuem controle tão apurado sobre seus dados, como acontece no escritório lá no prédio cheio de funcionários e chefes. Enfim, tomando-se todos os cuidados necessários e considerando que é passível de problemas como qualquer tipo de serviço, o sistema home office representa o futuro do mercado de trabalho, o avanço das novas tecnologias, mais economia e produtividade para as empresas e a inclusão social da pessoa com deficiência.

Existem os que discordam, que acreditam que o deficiente precisa estar ativo dentro das empresas... EU SUPER CONCORDO, afinal sempre atuei dentro do escritório junto com meus chefes, colegas, concorrentes, com a tia do café, com aquele segurança gente boa lá na portaria... essa convivência formou o profissional que sou hoje. Contudo eu defendo a ideia do home office pra os deficientes que estão a um passo de desistirem de suas funções por não terem estrutura psicológica, física, emocional em continuar num ambiente que mais parece uma “selva” onde sobrevivem os mais espertos.

Ou então defendo a aplicação desse sistema pra deficientes como eu que, estou internado em domicilio, ligado a respiradores mecânicos, com múltiplas fraturas espontâneas, que demando de cuidados profissionais e por isso tenho uma equipe cuidando do meu bem estar entre médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicóloga, nutricionista, fonoaudióloga, etc.

Não vou pra o escritório, pois não posso, não tenho mais estrutura física pra aguentar o tranco que era minha rotina. Em uma das empresas que trabalhei, eu era escalado pra viajar quase que diariamente, eu vivia de ponte aérea. Dei o máximo da minha autonomia física, fui o melhor superando minhas limitações a cada vez que assumia um novo projeto, uma nova equipe etc. E hoje estou aqui deitado num cama cheia de cuidados, vivendo no meu quarto adaptado o máximo possível pra não ficar com cara de hospital... Fazendo o que? Conversando com você.

Pra encerrar o assunto de hoje. O home office assim como tudo na vida tem os prós e contras. O ideal é que o deficiente bote a cara no sol, mostre seu poder, vença a si mesmo, conquiste o mercado... Vá pra dentro das organizações com tudo, garanta seus direitos, cumpra seus deveres... Seja INCLUSIVO. Quer ser aceito? SE ACEITE. Quer reconhecimento? TRABALHE ARDUAMENTE o máximo que puder e, quando bater a canseira, quando realmente você não der conta ou for impossibilitado por motivo de saúde, proponha pra o seu gestor, pra o empregador o seu desejo de trabalhar com home office. Mostre que a empresa tem muito a perder se você sair, afinal não é todo deficiente que tem a ousadia, determinação, coragem e qualificação que você tem.

E aí? O que acha disso tudo? Quer mais dicas, quer saber umas manhas pra conquista dessa modalidade em benefício mútuo, ou seja, você e a empresa saem ganhando? Ficou alguma dúvida, tem alguma sugestão, reclamação, crítica? Me envie uma mensagem, vamos conversar. Meus e-mails são: tulio.mendhes@tvintegracao.com.br  / maonaroda@tvintegracao.com.br.  Até a próxima postagem com a graça de Deus. Ah não se esqueça de compartilhar.