sábado, janeiro 30, 2021

verdades sobre a sexualidade de cadeirante

 A sexualidade de cadeirantes ainda é, em muitos sentidos, um grande tabu. Muitos acreditam que pessoas com deficiência não podem ter uma vida normal, inclusive no âmbito sexual.

Isso se deve pela dificuldade de discutirmos os assuntos de sexualidade, afinal essa não é uma questão complexa. A realidade é que o usuário de cadeira de rodas precisa apenas compreender e aceitar suas limitações, explorando novas possibilidades sexuais.

Além disso, existe muita desinformação sobre essa questão. Por isso, neste post vamos esclarecer 6 mitos e verdades que envolvem a sexualidade de cadeirante. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas.

1. Pessoas com deficiência física são assexuadas

Mito. Existe a ideia de que pessoas com limitações físicas são assexuadas. Isso está diretamente ligado à crença de que esses indivíduos são dependentes, frágeis e, portanto, não conseguem ter uma vida sexual ativa.

É preciso desmistificar esse pensamento, já que a libido, o desejo e a sexualidade dos cadeirantes não são alterados. Por outro lado, é importante entender que o ato sexual para essas pessoas tem certas particularidades.

A sensibilidade dos órgãos sexuais, por exemplo, é modificada, tanto nos homens quanto nas mulheres. Dificuldade de ereção, ejaculação ou baixa lubrificação vaginal são características que podem estar presentes na rotina dos usuários de cadeiras de rodas.

De toda forma, o sexo e o prazer são perfeitamente possíveis — o que muda mesmo é a maneira de alcançar e sentir o orgasmo. A falta dessa sensação é outro mito que vamos explicar nos próximos tópicos.

2. Pessoas com deficiência física só podem se relacionar com outras que também tenham limitações

Mito. É comum acreditar que pessoas com deficiências físicas só possam se relacionar com quem também tenha alguma limitação, pois só assim haverá entendimento. Isso não é verdade.

É claro que o parceiro ou parceira deve ter um conhecimento básico sobre as limitações da outra pessoa para saber como lidar com elas. A troca de informações e uma boa comunicação são muito importantes, pois, além de evitarem constrangimentos e receios, garantem boas experiências para ambos.

A sexualidade de cadeirante exige cuidados redobrados, carinhos e preliminares. Despertar os prazeres sensoriais, como olfato, visão, tato, audição e paladar é o caminho para descobrir novas sensações.

3. Homens com deficiência física não conseguem ter ereção

Mito. A maioria dos homens com lesões medulares pode ter ereção. O desafio que muitos deles enfrentam é o tempo e a qualidade da ereção, que podem ser afetados. Dessa forma, é preciso esclarecer essa informação: homens com deficiências físicas podem ter ereção normalmente, assim como também podem ejacular e ter orgasmos.

Alguns fatores são determinantes para que isso ocorra ou não, são eles: o ponto da medula que foi lesionado — cervical, lombar, torácica, cauda equina ou cone medular — o tipo de deficiência motora e também se a lesão é completa ou incompleta.

Porém, o erro que a grande maioria das pessoas comete é achar que a ereção é o grande foco de uma relação sexual. Nosso corpo é repleto de memórias, que envolvem todos os nossos sentidos. Assim, durante as relações físicas, explorar outros meios, como imagens, cheiros, sabores e sons podem fazer toda a diferença.

4. A pessoa com deficiência pode ter uma vida sexual saudável

Verdade. Como explicamos nos tópicos anteriores, o sexo não está resumido ao ato da penetração. A sexualidade pode ser descoberta e explorada de diversas formas, garantindo uma vida sexual ativa e saudável.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados durante a relação sexual, como o uso de lubrificantes para as mulheres. Também é preciso esvaziar a bexiga antes do ato e buscar posições mais confortáveis e prazerosas.

A sexualidade de cadeirante não acaba após uma lesão ou doença, isso precisa ficar muito claro. O processo mental ainda é o mesmo. Assim, o desejo sexual permanece. O que acontece é que, em muitos casos, esse desejo é desestimulado e colocado em segundo plano.

Muitos acreditam que o foco deve ser a reabilitação física e não o lado sexual, o que acaba incentivando o preconceito que gira em torno desse tema. Dessa forma, tanto a pessoa com deficiência quanto o parceiro ou parceira precisam se adaptar à situação e descobrir novas formas de intimidade.

5. Pessoas com deficiências físicas são dependentes de seus parceiros

Mito. Outra ideia equivocada que muitos compartilham é que pessoas com deficiências físicas precisam de alguém para cuidar delas. Isso dificilmente ocorre, pois a grande maioria das pessoas que têm alguma deficiência física aprende a se adaptar e vive de maneira independente — muitas vivem sozinhas, sem precisar de cuidados de terceiros.

O relacionamento com uma pessoa com deficiência não é complicado como muitos estigmatizam. Muito pelo contrário! Poder contar com alguém é importante em qualquer relação, não importando suas condições físicas.

A parceria, a cumplicidade e o companheirismo devem sempre estar presentes. Por outro lado, a total dependência do outro está longe dessa realidade.

6. Pessoas com deficiências físicas podem ter filhos

Verdade. Em um mundo tão moderno, dizer que pessoas com deficiências físicas não podem ter filhos é algo muito ultrapassado. O que precisará ser feito, caso essa seja uma vontade do casal, é ter um acompanhamento médico regular.

Para casos em que acontece a ejaculação retrógrada, que é quando o sêmen acaba sendo eliminado na urina, a inseminação artificial pode ser uma boa opção. Para as mulheres, o acompanhamento de um bom médico é importante para cuidar e evitar problemas comuns da gestação e também por causa da condição física e mudanças no corpo.

O bebê se desenvolve normalmente. Todavia, é preciso ficar atento ao maior risco de trombose. Por isso, é muito importante o aconselhamento médico antes e durante a gestação, além de se informar sobre o parto e qual a melhor indicação para cada caso.

E ai, o que achou do nosso post? Gostou? Então, compartilhe-o nas suas redes sociais para que seus amigos também saibam os mitos e verdades sobre a sexualidade de cadeirante!

5 DICAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DO CADEIRANTE!!!

 

7 minutos para ler

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de indivíduos têm algum tipo de deficiência, o que representa 23,91% da população em todo o território nacional. Nesse contexto, é preciso garantir a autonomia e a segurança dos deficientes físicos em todos os espaços. Por falar no assunto, será que os direitos dessas pessoas são respeitados? Como é a vida do cadeirante, afinal?

Conquistar maior independência para realizar as tarefas do dia a dia é, ainda, um desafio para as pessoas com deficiência. Embora o país conte com uma legislação sobre o tema — que determina a obrigatoriedade de recursos para o conforto e a segurança dos deficientes —, muito ainda precisa ser feito, especialmente quando falamos em acessibilidade.

Neste artigo, vamos mostrar como é a vida do cadeirante, de que forma superar os desafios do cotidiano e dar 5 dicas para que as pessoas com deficiência vivam melhor. Confira!

Como é a vida do cadeirante e de que forma superar os desafios?

As pessoas com deficiência física enfrentam, em seu dia a dia, desafios que precisam ser vencidos. Entenda, nos tópicos abaixo, como é a vida do cadeirante nas cidades brasileiras e o que deve ser feito para melhorá-la!

Falta de acessibilidade

Uma das principais barreiras com as quais os cadeirantes se deparam é a falta de acessibilidade. Isso acontece tanto nos transportes públicos como em prédios públicos e privados de uso coletivo, como universidades, hotéis e restaurantes. Tal dificuldade fere o direito de ir e vir, pois impede que essas pessoas transitem pelas cidades e pelos espaços com segurança e autonomia.

legislação determina a eliminação dos obstáculos que impossibilitam a mobilidade. Logo, para superar o problema, é necessário cobrar ações efetivas do Estado. Em relação ao transporte, cabe aos governantes garantir a disponibilidade de ônibus com acessibilidade e assegurar que eles estejam operando plenamente. Além disso, os motoristas precisam ser treinados para saber como utilizar o equipamento.

Preconceito das empresas

Há, no setor privado, cerca de 700 mil vagas de emprego reservadas para pessoas com deficiência, mas somente 340 mil (49%), aproximadamente, estão ocupadas. Isso ocorre porque muitas empresas não têm estrutura adequada para o acesso dos deficientes físicos em seus espaços ou deixam de contratá-los por acreditar que eles terão dificuldade para chegar ao trabalho.

Quando elas empregam, o cadeirante precisa lidar com o preconceito no ambiente de trabalho. Em grande parte dos casos, a discriminação é observada na admissão, durante a vigência do contrato e na hora da dispensa. Portanto o deficiente físico deve enfrentá-la a todo momento e usar a legislação a seu favor.

Conforme a lei, empresas que têm entre 100 a 200 funcionários são obrigadas a preencher os seus quadros com, pelo menos, 2% de pessoas com deficiência. De 201 a 500 colaboradores, o percentual sobe para 3%; de 501 a mil para 4% e acima de mil para 5% do total. A realidade, no entanto, ainda não é essa.

Falta de políticas públicas na área da sáude

As políticas públicas para os deficientes físicos na área da saúde também deixam a desejar. Há falta de dados oficiais sobre o cadeirante e pessoas com outros tipos de deficiência, o que compromete a eficácia das ações. Afinal, quem são, onde estão e do que necessitam?

Em grande parte das situações, as pessoas com deficiência precisam de atenção básica, especializada e emergencial, porém não têm respaldo algum. A falta de mobilidade para chegar às unidades de saúde é outro grande desafio. Logo é preciso cobrar o poder público por ações mais efetivas.

Indiferença da sociedade

Em geral, as pessoas não se interessam muito em saber como é a vida do cadeirante. É preciso fazê-las entender que direitos não são regalias, portanto devem ser cumpridos. Afinal, todos nós devemos ter oportunidades iguais para irmos em busca dos nossos objetivos.

Nesse sentido, a indiferença social precisa dar lugar à mobilização da sociedade. Os educadores e os meios de comunicação têm o papel fundamental de estimular o debate e contribuir com avanços nessa área. Mas nós também podemos fazer a nossa parte, ocupando os espaços e mostrando o quanto somos capazes de fazer a diferença.


De que forma melhorar a qualidade de vida do cadeirante?

Agora que você sabe como é a vida do cadeirante, veja, a seguir, como essas pessoas podem viver melhor!

1. Prática de atividades físicas

A prática de exercícios traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental. Afinal, ela melhora a qualidade de vida, fortalece o corpo e faz o cérebro liberar endorfina, o que resulta em sensação de alegria e prazer.

Para as pessoas com deficiência, ela representa momentos de felicidade, realização pessoal, independência, otimismo, contato social e, principalmente, uma grande melhoria na autoestima.

Existem muitos esportes adaptados, que têm cumprido muito bem a sua função de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, como o basquete, o tênis de mesa, o remo adaptável e, até mesmo, o ciclismo. Sendo assim, basta que o cadeirante escolha o seu preferido e comece a praticá-lo o quanto antes.

2. Promoção da interação social

A interação social com amigos e familiares é muito importante para que a pessoa com deficiência se sinta parte da comunidade e tenha uma convivência direta com outras pessoas.

Praticar esportes coletivos, participar de grupos de acolhimento ou, simplesmente, criar o hábito de reunir entes queridos em casa são excelentes alternativas para fortalecer laços e promover uma maior socialização.

3. Escolha adequada da cadeira de rodas

Para garantir a qualidade de vida do cadeirante, também é preciso avaliar alguns fatores na hora de escolher a cadeira de rodas, como o modelo mais adequado (manual ou motorizado), a durabilidade, os ajustes e os acessórios recomendados. Afinal, ela deve ser adaptada ao estilo de vida do usuário para garantir conforto e segurança.

4. Adaptação da residência

Se você é uma pessoa com deficiência ou mora com alguém que usa cadeira de rodas, sabe que algumas adaptações dentro de casa são necessárias. Além de garantir a segurança e o conforto, esses ajustes permitem mais autonomia na locomoção e na realização das atividades cotidianas.

Portanto, é preciso investir em rampas, nivelamento de pisos, barras de apoio, camas eletrônicas e banheiros confortáveis. Quem tem piscina em casa pode instalar um elevador individual ao lado dela, já que as atividades na água também são uma ótima terapia para pessoas com deficiência.

5. Cuidados com a alimentação

Uma alimentação saudável é essencial para qualquer um. Logo, o cadeirante também merece total atenção quando o assunto é nutrição. Devido à maior propensão ao ganho de peso e ao desenvolvimento de doenças, é fundamental contar com o apoio de um nutricionista.

Dessa forma, além de manter o bom funcionamento do organismo, será muito mais fácil obter uma alimentação mais nutritiva, diminuindo os problemas de saúde e aumentando a qualidade de vida.

E então, descobriu como é a vida do cadeirante? Como você pôde notar, promover o bem-estar das pessoas com deficiência não é uma tarefa complicada — basta, para isso, adotar pequenas ações no dia a dia. Porém, para a verdadeira inserção dos deficientes na sociedade, faltam o cumprimento da lei e uma maior mobilização da sociedade para essa causa.

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