sexta-feira, janeiro 15, 2021

Peça a Deus para lhe guiar

 Quando a angústia lhe afligir, quando o desespero tomar conta do seu coração, quando você se sentir perdido, e a dor parecer lhe sufocar. Feche os olhos, tente respirar fundo e deixe o seu coração lhe guiar através do amor de Deus.


Não há dor que não passe, não há desespero que a esperança não leve, não há situação que a fé não salve. Se Deus lhe apresentou um desafio na vida é porque Ele sabe que você vai ser capaz de superar, e vai aprender uma importante lição na vida. Tenha a certeza que Deus jamais permitiria que você passasse por tamanha provação se Ele não soubesse que você seria capaz de ultrapassar.

As dores e cicatrizes podem ficar marcadas em sua alma, mas os ensinamentos de Deus também estarão cravados na sua alma. Não há crescimento sem sofrimento, não há sabedoria sem dor. Resigne-se diante da vontade do Senhor, reconcilia-se com a sua dor, com a sua vida, com os seus caminhos, e entregue os seus passos a Deus. Ele saberá lhe guiar. Tenha paz e paciência!

Amizade Verdadeira

 Houve tempos em que precisei chorar,

e você me consolou.
Houve tempos em que sorri,
e você sorriu comigo.
Houve tempos em que briguei,
questionei e você me apoiou.
Houve tempos em que sonhei, lutei, acreditei
e vivi intensamente muitas emoções.

E você, com sua amizade verdadeira
esteve ao meu lado,
enfrentando todos os obstáculos,
acreditando em mim e em meus ideais.
Houve tempos em que me senti sozinho,

mas como um presente maravilhoso de Deus
você apareceu em minha vida
com seu jeito especial
e sua amizade verdadeira.
E hoje não mais estou só,
porque tenho você!

A amizade verdadeira é amor

 A amizade verdadeira é como o amor, não se explica, apenas se sente. A amizade verdadeira nasce com uma simpatia à primeira vista. Esta simpatia cresce e se torna empatia. As 

afinidades vão sendo descobertas, momentos vão sendo partilhados, uma história vai sendo vivida, até que a cumplicidade se torna tão grande que muitas vezes já não é preciso dizer nada para que um amigo entenda o outro.


A amizade é um dos sentimentos mais nobres que um ser humano pode sentir. A amizade verdadeira é desinteressada, não é possessiva, é generosa, é livre e bonita.

 Os amigos de verdade ficam perto um do outro porque querem, e não porque precisam. Por isso, ter um amigo é saber ter com quem contar para o que der e vier.

Ter um amigo de verdade é ter um irmão de alma.

Amor e Amizade

 Perguntei a um sábio,

a diferença que havia
entre amor e amizade
ele me disse essa verdade...
O amor é mais sensível
a amizade mais segura,
o amor nos dás asas,
a amizade o chão.

No amor há mais carinho,
na amizade compreensão.
O amor é plantado
e com carinho cultivado,
a amizade vem faceira
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida companheira.

Mas quando o amor é sincero,
e quando a amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo ou uma
grande paixão,
ambos sentimentos coexistem,
dentro de seu coração.

Viajam nos poemas

 

O Poema do Amor Maior

Nas glórias de um amor maior

eu não resisto ao tempo ou ao
mar, à flora ou à terra e a tudo
que permitir uma vida em paz.

E se nascer algo mais belo que
para você seja algo menor ou
até esperança ou uma clara ou
escura harmonia de dois corações.

E fujo da estrada ou volto a ela
ou corro mais rápido ou abrando
minha velocidade e tento escapar
das garras do amor se você quiser.

Nas costas do céu o amor vive em
pensamento das flores sem pétala ou
flores ao vento, à guerra ou à sorte
vive o amor nosso tão nosso.

Un Poema de Amor


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".
El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.
En las noches como esta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo del cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oir la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa, que mi amor no pudiera guardala.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Como para acercala mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque este sea el último dolor que ella me causa,
y estos sean los últimos versos que yo le escribo.

Lindas poesias

 Esperança e desespero de alimento

Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é meu tormento.

Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que mo dês - pois o que eu quero
Ninguém o dá senão por um momento.

Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano,
E de eu te possuir sem tu te dares.

Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura

e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento

num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco


PoesiasSoneto da doce queixa, de Federico Garcia Lorca

 

Teus olhos, de Octavio Paz

Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima,
silêncio que fala,
tempestades sem vento, mar sem ondas,
pássaros presos, douradas feras adormecidas,

 topázios ímpios como a verdade,

outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro
duma árvore e são pássaros todas as folhas,
praia que a manhã encontra constelada de olhos,

 cesta de frutos de fogo,

mentira que alimenta,

espelhos deste mundo, portas do além,

pulsação tranquila do mar ao meio-dia,
universo que estremece,
paisagem solitária.

Assusta-me perder a maravilha
de teus olhos de estátua e o acento
que pela noite a face me polvilha
a erma rosa que há no teu alento.

Tenho pena de ser sobre esta orilha
tronco sem ramos, e a dor que sustento
é não ter eu a flor, polpa ou argila
pró verme de meu próprio sofrimento

se és meu tesouro oculto, que sitio,
se és minha cruz e meu sofrer molhado
e eu o cão preso de teu senhorio,

não me deixes perder o que me é dado:
vem decorar as águas do teu rio
com folhas de meu outono perturbado

 

Poemas!!!

 Quando eu não te tinha

Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza

Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima 
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor 
Tu não me tiraste a Natureza ..

Tu mudaste a Natureza …
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.

Só me arrependo de outrora te não ter amado.

Ama-me!!

Aos amantes é lícito a voz desvanecida.
Quando acordares, um só murmúrio sobre o teu ouvido:
Ama-me. Alguém dentro de mim dirá: não é tempo, senhora,
Recolhe tuas papoulas, teus narcisos. Não vês
Que sobre o muro dos mortos a garganta do mundo
Ronda escurecida?

Não é tempo, senhora. Ave, moinho e vento
Num vórtice de sombra. Podes cantar de amor
Quando tudo anoitece? Antes lamenta
Essa teia de seda que a garganta tece.

Ama-me. Desvaneço e suplico. Aos amantes é lícito
Vertigens e pedidos. E é tão grande a minha fome
Tão intenso meu canto, tão flamante meu preclaro tecido
Que o mundo inteiro, amor, há de cantar comigo.

Poema

 De almas sinceras a união sincera

Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou
.

Eu quero amar, amar perdidamente!


Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…


Sim não foi porque teus olhos tem cor de lua,
de dia com argila, com trabalho, com fogo,
e prisioneira tens a agilidade do ar,
sim não foi porque és uma semana de âmbar,

sim não foi porque és o momento amarelo
em que o outono sobe pelas trepadeiras
e és algum pão que a lua fragrante
elabora passando sua farina pelo céu,
oh, bem amada, eu não te amaria!

Em teu abraço eu abraço o que existe,
a areia, o tempo a árvore da chuva,
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
veio em tua vida todo o vivente.