terça-feira, janeiro 26, 2021

Uma dica!!

 Basta uma oportunidade mandar fazer ou propaganda do candidato sei lá uma oportunidade de serviço, sempre bom faço artesanato, pinto panos de prato faço bichinhos de papel no momento estou, parada mas uma oportunidade faz agente crescer. 

Sou uma pessoa inteligente que ama coisas novas depende de vc querer conhecer basta tão pouco de cada um fazer sua parte, arte de doar, fazer o outro feliz não tem preço favo, olha com carinho tenho certeza que vc encontrará uma forma de ajudar, hoje peço solução amanhã pode ser qualquer um pensam nisso obrigada.

Pessoas com deficiência em home office: como a empresa pode ajudar Pessoas com deficiência (PCDs) podem precisar de adaptações extras para trabalhar em casa. Veja dicas de como ajudar seus colaboradores!

 Muitas empresas adotaram políticas de home office devido à pandemia do coronavírus. Isso exige de equipes adaptabilidade e de pessoas um grande poder de autogestão para se manter produtivo no isolamento de casa.

Ferramentas de videocall, trocas de email e rotinas de trabalho conjunto online estão em alta. A Resultados Digitais, que já tem colaboradores em trabalho remoto há muitos anos, compartilhou seu guia de boas práticas.

Nesse boom de novas ferramentas e plataformas, rotinas e escritórios caseiros, é importante trazer algumas dicas de acessibilidade para empresas que possuem colaboradores com deficiência. Continue lendo para saber como ajudá-los!

→ Para informações de prevenção e saúde, acesse o site do Ministério da Saúde do Brasil e o da Organização Mundial da Saúde (em inglês).





Confira a acessibilidade das suas ferramentas

Nem toda plataforma de videoconferência tem boa usabilidade com leitores de tela. Além disso, nem todo software para acompanhamento de métricas é acessível ou compreensível para surdos.

Tenha mapeadas as deficiências que as pessoas da sua empresa possuem e verifique com elas se tudo está “ok”. Literalmente pergunte para as pessoas: “você está conseguindo trabalhar em home office?”

Caso não, busque alternativas para este período de Covid-19. Na RD, utilizamos o Zoom para calls online, uma plataforma acessível e de bom uso por leitores de tela.

Verifique a acessibilidade dos home offices

A casa das pessoas normalmente não é um escritório – e não faz sentido nenhum exigirmos que seja. Assim, uma pessoa com deficiência física pode não ter móveis adaptados para seu trabalho na sua própria residência – afinal, ela faz outras coisas em casa.

A sua empresa pode deslocar esses móveis adaptados para a casa do colaborador neste período ou mesmo ajudá-lo a adaptar seu próprio ambiente caseiro da melhor forma.

Pessoas com autismo, por exemplo, podem fazer bom uso do trabalho home office sem ter que lidar com as conturbações do deslocamento até o trabalho. No entanto, barulhos e distrações desse ambiente (obras, movimentação de vizinhos e na rua, etc) podem desconcentrá-las constantemente quando precisam trabalhar de forma constante. Então, é importante levar isso em conta quando pensarmos a sua produtividade.

Avalie flexibilizar as metas

Por todas essas questões (e muitas outras, como saúde mental) é fundamental entender que o principal neste momento é conter a epidemia e manter as pessoas saudáveis. Por isso, se as questões de acessibilidade para as pessoas com deficiência da sua empresa não estiverem na sua melhor forma, flexibilize.

Pessoas surdas podem precisar de ajustes nos seus trabalhos, por exemplo, devido à presença de barreiras para se comunicar de forma remota ou por ligações, tendo apenas o recurso de texto como meio de conversa.

Seja em relação a horários, metas, entregas ou o que for, negociar e ser coerente com a realidade do momento é o ponto mais importante para manter um bom ambiente e uma conduta inclusiva.

Posso ajudar?

Para além dessas dicas, vale a pena cuidar com o risco que as pessoas com deficiência correm. Muitos de nós necessitam de auxílio com ações do dia a dia – eu incluso. Ou seja, sempre temos alguém por perto.

Isso nos coloca sempre em risco de contaminação e, caso isso ocorra, colocamos também essas pessoas ao nosso redor em risco. Então, incentive as pessoas com deficiência a ficarem em home office, adapte ferramentas e ambientes e cumpra com seu dever e responsabilidade como empresa.

Se você tiver mais dúvidas de como auxiliar os colaboradores da sua empresa nesse período que estamos enfrentando, eu posso ajudar. Entre em contato comigo pelo LinkedIn ou deixe sua pergunta aqui nos comentários. Se você tem uma prática legal ou alguma experiência para compartilhar, conta para a gente também!

Estamos juntos nessa, então boa saúde a todos! :)


Deficiente trabalhando em casa. Como?

  Começo citando aquele ditado: “Se o deficiente não vai ao escritório, o escritório vai ao deficiente.”...


Profundo, não é?
Eu também acho lindo esse versinho. Não sei se está certo, mas sei que essa parte eu não esqueço de jeito nenhum.

Caro leitor, hoje vou falar sobre uma modalidade que tem conquistado os coraçõezinhos das pessoas com deficiência e que se mantém ativas no mercado de trabalho...

O que? Home Office, termo chique lá dos “states”. Essa modalidade corporativa significa o título dessa postagem, literalmente. Alguns mais “phinos” e que fazem acompanhamento com Coach, adoram chamar esse “escritório em casa” de SOHO (Small Office and Home Office), ou seja, um método de trabalho que tem ganhado espaço e muita discussão entre empregadores e trabalhadores independentes, também conhecidos como freelancers.

– “Túlio, você tá falando, falando e até agora não entendi nada!”
– Muita calma nessa hora e muita hora nessa calma, por gentileza. Vou explicar com uma linguagem mais prática... É o seguinte...

Com o avanço super, mega, power, blaster rápido  de novas tecnologias, as empresas tem dado uma certa atenção pra essa modalidade laboral. Com a descoberta do home office os empresários, gestores passaram a “testar” esse segmento nos cargos mais elevados dentro das corporações. Executivos, diretores, analistas tiveram a oportunidade de serem os pioneiros nesse teste. Como?

“Montando” um escritório num cantinho de casa. Basicamente um notebook, um telefone fixo, um celular e acesso a internet, intranet e aos “sistemas” usados na empresa. Obvio que tudo conforme o figurino. O profissional designado pela empresa a trabalhar em casa, geralmente segue alguns horários, participa de reuniões via videoconferência, precisa estar à disposição em determinado tempo do dia, tem meta a ser cumprida, horário de logar e deslogar do sistema.

Não é o sistema da “casa da mãe Joana”, o negócio tem regras. Aliás PRECISA de muita disciplina pra lidar com essa modalidade. Afinal há uma grande confusão quando se fala: trabalho em casa. As pessoas acreditam que o funcionário pode acordar a hora que quiser, sair pra resolver assuntos particulares sem se preocupar com o retorno pra rotina do escritório e mais algumas coisinhas que são mitos disseminados.

O “Mão na Roda” tem a missão de falar assuntos que diz respeito às pessoas com deficiência. Correto?

Pois bem... Eu já falei aqui a dificuldade e o “porre” que é encontrar deficientes qualificados e INTERESSADOS pela vida profissional. Eu sendo analista de recursos humanos e deficiente, morro de preguiça de ir a “caça” dessa espécie em extinção desde os primórdios dos tempos.

Vou falar como empresa. Quando encontramos o “cara” com algum defeito de fábrica (surdo, mudo, cego, paraplégico, autista etc), mas que seja qualificado e tenha disposição pra trabalhar sem exigências absurdas como “contratos de gaveta” pra não perder o BPC (Benefício de Prestação Continuada) oferecido pelo INSS a pessoas com deficiência etc. Quando esse “cara” mostra que tem garra e quer vencer qualquer desafio pra se estabilizar profissionalmente, sentimos que ganhamos na mega da virada.

Contudo algum tempo depois, esse profissional com deficiência que contratamos meses atrás, começa a encontrar dificuldades pra manter sua eficácia. As principais alegações são a dificuldade pra chegar até a empresa (os que dependem de transporte público), no período chuvoso e de frio, alegam aumento de dores (realmente isso acontece, ainda mais se for sequela de algum acidente) fazendo com que aumentem o número de visitas ao médico e entrega de atestados no RH, tem os que não conseguem superar os desafios emocionais, sociais ao lidarem com a vivência num ambiente competitivo, pois acabam misturando competitividade profissional com preconceito, exclusão social. Enfim, são inúmeras as alegações e dificuldades encontradas com o passar dos meses.

Ainda como empresa, afirmo que fazer demissão de pessoa com deficiência é o que qualquer gestor evita, pois é gigantesca a chance desse deficiente alegar mil e um motivos injustos lá na justiça do trabalho, e mover uma ação pedindo indenizações absurdas e descabidas. E o mais triste? É que eles quase sempre ganham.

Sim leitor, isso me envergonha muito. Por isso não participo das rodinhas dos “coitados” que existem por aí... Não sou muito querido pela classe, justamente por não concordar com esse tipo de conduta.

 “Onde entra o home office nisso tudo?”
– Agora que você compreendeu os motivos que dificultam a permanência de profissionais com deficiência atuantes nas empresas, fica mais fácil entender que a modalidade de home office tem sido a solução pra muitas empresas que não querem desligar os funcionários com defeito de fábrica e, consequentemente esse profissional também não terá tantos motivos de “injustiça” pra alegar a desistência da vaga. Como?

Uma vez que não há necessidade do profissional sair todos os dias de casa, o risco de perder o ônibus adaptado diminui drasticamente, a reclamação de ter que sair na chuva com cadeira de rodas e muita dor também vai diminuir. A alegação de “exclusão” por parte dos colegas não vai mais existir, afinal, seu escritório tá ali no conforto de seu lar. Tá com dor? Pode pegar o computador e trabalhar deitadinho e quentinho no sofá. Tá chovendo? Quem disse que precisa sair na chuva pra chegar ao escritório?

Lembra-se daquela propagando que passava no “Casseta e Planeta Urgente”? Organizações Tabajaras! (Se você não leu cantando, por favor, repita a leitura com o espírito do bom humor)

“Amiguinhos cadeirantes, cegos, anões, surdos, autistas, Downs, amputados SEUS PROBLEMAS ACABARAM! Sim, pois chegou ao Brasil e no gosto dos empregadores o HOME OFFICE! Você trabalha em casa, não tem que pegar ônibus, não precisa bancar o coitado pra faltar no serviço. Seus colegas te excluem da rotina? Não chore, amiguinho. Você trabalhará SOZINHO dentro do seu casulinho confortável. Tudo isso e muito mais é um oferecimento das organizações do “Mão na Roda”. (Achou que era Tabajaras, né?)”

Essa modalidade de escritório em casa, não exige grandes adaptações ergonômicas, pois a pessoa com deficiência trabalhará no ambiente onde ela geralmente tem tudo acessível, afinal ela vive ali. Às informações podem ser trocadas por e-mail, telefone, aplicativos de mensagem, não há necessidades de ir até a empresa todos os dias.

O home office é uma forma de trabalho que facilita muito a vida das pessoas com ou sem deficiência, esse sistema oferece as seguintes vantagens ao empregador: não precisam pagar inúmeros benefícios ao trabalhador, reduzem possíveis gastos com a adaptação dos escritórios, podem se adequar melhor a lei de cotas, economizam com o pessoal que em alguns casos assessoram a pessoa com deficiência no escritório como acompanhantes, ganham na produtividade dos funcionários e enfim têm lucros maiores. Deve-se ter em mente alguns cuidados, é claro.

Obviamente que não estou afirmando que as empresas tem obrigação de implementar essa modalidade em suas organizações, não mesmo. Mas que existem muitas vantagens, isso é fato. Entretanto não é qualquer profissional que está habilitado pra lidar com esse segmento corporativo. As vagas de home office exigem maior qualificação profissional e, grande porcentagem o ensino superior. Elas se limitam a áreas como pesquisa, design, redação de textos, tradução de textos, jornalismo, blogs, redes sociais, pessoa jurídica, comunicação, marketing, publicidade e call center.

Mais uma vez saliento que esse sistema exige MUITA disciplina, rotina, concentração, organização, segurança e acima de tudo sigilo, pois em casa a probabilidade de distração com problemas domésticos, televisão e a falta de horários pode acarretar em uma avalanche de demandas e até o vazamento de informações com parentes, visitas. Precisa existir o compromisso com os prazos, pois aquele ambiente do escritório, onde o clima de rotinas administrativas e ambiente de trabalho com roupas formais ou uniformes, o que nos incentivam mais para o serviço... não existe no escritório em casa. Contudo, por que não utilizar dos mesmos artifícios trabalhando em casa?

Empregado e empregador precisam estabelecer muita confiança e vigilância, pois as empresas não possuem controle tão apurado sobre seus dados, como acontece no escritório lá no prédio cheio de funcionários e chefes. Enfim, tomando-se todos os cuidados necessários e considerando que é passível de problemas como qualquer tipo de serviço, o sistema home office representa o futuro do mercado de trabalho, o avanço das novas tecnologias, mais economia e produtividade para as empresas e a inclusão social da pessoa com deficiência.

Existem os que discordam, que acreditam que o deficiente precisa estar ativo dentro das empresas... EU SUPER CONCORDO, afinal sempre atuei dentro do escritório junto com meus chefes, colegas, concorrentes, com a tia do café, com aquele segurança gente boa lá na portaria... essa convivência formou o profissional que sou hoje. Contudo eu defendo a ideia do home office pra os deficientes que estão a um passo de desistirem de suas funções por não terem estrutura psicológica, física, emocional em continuar num ambiente que mais parece uma “selva” onde sobrevivem os mais espertos.

Ou então defendo a aplicação desse sistema pra deficientes como eu que, estou internado em domicilio, ligado a respiradores mecânicos, com múltiplas fraturas espontâneas, que demando de cuidados profissionais e por isso tenho uma equipe cuidando do meu bem estar entre médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicóloga, nutricionista, fonoaudióloga, etc.

Não vou pra o escritório, pois não posso, não tenho mais estrutura física pra aguentar o tranco que era minha rotina. Em uma das empresas que trabalhei, eu era escalado pra viajar quase que diariamente, eu vivia de ponte aérea. Dei o máximo da minha autonomia física, fui o melhor superando minhas limitações a cada vez que assumia um novo projeto, uma nova equipe etc. E hoje estou aqui deitado num cama cheia de cuidados, vivendo no meu quarto adaptado o máximo possível pra não ficar com cara de hospital... Fazendo o que? Conversando com você.

Pra encerrar o assunto de hoje. O home office assim como tudo na vida tem os prós e contras. O ideal é que o deficiente bote a cara no sol, mostre seu poder, vença a si mesmo, conquiste o mercado... Vá pra dentro das organizações com tudo, garanta seus direitos, cumpra seus deveres... Seja INCLUSIVO. Quer ser aceito? SE ACEITE. Quer reconhecimento? TRABALHE ARDUAMENTE o máximo que puder e, quando bater a canseira, quando realmente você não der conta ou for impossibilitado por motivo de saúde, proponha pra o seu gestor, pra o empregador o seu desejo de trabalhar com home office. Mostre que a empresa tem muito a perder se você sair, afinal não é todo deficiente que tem a ousadia, determinação, coragem e qualificação que você tem.

E aí? O que acha disso tudo? Quer mais dicas, quer saber umas manhas pra conquista dessa modalidade em benefício mútuo, ou seja, você e a empresa saem ganhando? Ficou alguma dúvida, tem alguma sugestão, reclamação, crítica? Me envie uma mensagem, vamos conversar. Meus e-mails são: tulio.mendhes@tvintegracao.com.br  / maonaroda@tvintegracao.com.br.  Até a próxima postagem com a graça de Deus. Ah não se esqueça de compartilhar.